Inesquecível! Essa foi a sensação que todos tiveram após o grande SHOW da maior banda brasileira em atividade: Orquestra Imperial.Rememorando os antigos bailes de carnaval do Rio de Janeiro, a Orquestra Imperial une alguns dos melhores músicos brasileiros, numa apresentação despojada e sem compromisso, a não ser levar ao público o que há de melhor na música brasileira.
Além de apresentear arranjos incríveis, que transitam, sem o menor pudor, da salsa (“Yarusha Djaruba”) à uma bossa-nova francesa (“Rue De Mes Souvenir”), do Mestre Wilson das Neves (que, infelizmente, não estava presente) e Stephane San Juan, a Orquestra ainda nos presenteou com Elton Medeiros e Zé Keti (“Mascarada”). Esta, elegantemente interpretada por Rodrigo Amarante.Aliás, a variedade de intérpretes (Amarante, Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas, Max Sette e Rubinho Jacobina) combinada com a diversidade de gêneros musicais demonstra perfeitamente o cuidado da banda com os arranjos. Cada voz se encaixa perfeitamente a cada arranjo.
A concepção dos músicos é também algo impressionante. Não bastasse a virtuosidade dos metais, a experiência de Nelson Jacobina, a levada de Domenico e as loucuras eletrônicas de Berna Ceppas, a Orquestra Imperial conta com o suíngue 'sang bon' do percussionista francês Stephane San Juan. Além da França, Ribeirão Preto também foi muito bem representado por Mauro Zacarias no trombone.Enfim, faltam palavras para expressar a beleza do show.
Bem, na verdade, a beleza do show se resume em poucas palavras: Nina Becker e Thalma de Freitas!
E viva a música brasileira!!!
Stéfano de Avellar



