quarta-feira, 30 de abril de 2008

Orquestra Imperial – 25/04/08 (Parque Dr. Luis Carlos Raya)

Inesquecível! Essa foi a sensação que todos tiveram após o grande SHOW da maior banda brasileira em atividade: Orquestra Imperial.

Rememorando os antigos bailes de carnaval do Rio de Janeiro, a Orquestra Imperial une alguns dos melhores músicos brasileiros, numa apresentação despojada e sem compromisso, a não ser levar ao público o que há de melhor na música brasileira.

Além de apresentear arranjos incríveis, que transitam, sem o menor pudor, da salsa (“Yarusha Djaruba”) à uma bossa-nova francesa (“Rue De Mes Souvenir”), do Mestre Wilson das Neves (que, infelizmente, não estava presente) e Stephane San Juan, a Orquestra ainda nos presenteou com Elton Medeiros e Zé Keti (“Mascarada”). Esta, elegantemente interpretada por Rodrigo Amarante.

Aliás, a variedade de intérpretes (Amarante, Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas, Max Sette e Rubinho Jacobina) combinada com a diversidade de gêneros musicais demonstra perfeitamente o cuidado da banda com os arranjos. Cada voz se encaixa perfeitamente a cada arranjo.

A concepção dos músicos é também algo impressionante. Não bastasse a virtuosidade dos metais, a experiência de Nelson Jacobina, a levada de Domenico e as loucuras eletrônicas de Berna Ceppas, a Orquestra Imperial conta com o suíngue 'sang bon' do percussionista francês Stephane San Juan. Além da França, Ribeirão Preto também foi muito bem representado por Mauro Zacarias no trombone.

Enfim, faltam palavras para expressar a beleza do show.

Bem, na verdade, a beleza do show se resume em poucas palavras: Nina Becker e Thalma de Freitas!

E viva a música brasileira!!!

Stéfano de Avellar





Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em http://www.flickr.com/photos/guilhermec/

domingo, 20 de abril de 2008

Projeto Coisa Fina – 18/04/08 (Auditório do SESC)

“Um dos Jedi da música, ao lado de Tom Jobim e Vila Lobos” disse o músico Ed Motta referindo-se ao Maestro Moacir Santos. Nascido em Vila Bela, no sertão de Pernambuco, o maestro é figura importante no cenário musical. Sua obra é reconhecida em âmbito internacional, rica, mas pautada numa simplicidade de beleza imensurável. Com seus geniais arranjos, o maestro faz com que em apenas uma canção, a platéia seja transportada do sertão de Pernambuco ao melhor do jazz de Nova Orleans, a exemplo: “Bluishman”. Sua música mais popular no Brasil é Nanã (Coisa no 5), sucesso nos anos 70, na voz de Wilson Simonal.

Moacir nos deixou em 2006, aos 80 anos, vítima de um derrame. Foi sepultado nos EUA onde viveu a maior parte de sua vida, deixando um legado inestimável. Pouco antes de morrer foi homenageado com o CD/DVD “Ouro Negro”, interpretado por uma banda com alguns dos maiores instrumentistas da música brasileira, reunidos por Mário Adnet. Registro indispensável para os admiradores da música e da arte.

E é com grande alegria que pude presenciar a justa homenagem do Projeto Coisa Fina que trouxe um show repleto de músicas do arranjador que, embora reconhecido internacionalmente, é conhecido por poucos no Brasil. Em geral, pessoas com grande interesse musical ou mesmo músicos. Mas não foi assim. Os ingressos se esgotaram e o show foi um espetáculo ímpar. Jovens músicos executando as “Coisas” (nome dado a grande parte das músicas de Moacir) com habilidade e ótima interpretação. E o projeto vai além, duas músicas de autoria dos próprios integrantes também fizeram parte do repertório, no melhor estilo e influência Moacirana.


Como se não bastasse, foram chamados ao palco, para o bis, músicos que tinham comparecido no workshop da banda ocorrido à tarde. Uma idéia brilhante que resultou numa “Coisa no 2” com novos valores. Que felicidade! Nada a colocar nada a tirar, é o que penso sobre um show que permanecerá por muito na memória. A benção Projeto Coisa Fina, tu que és coisa grande e não pequenina.

"A benção Maestro Moacir Santos, que não és um só, mas tantos."
-Samba da Benção, Vinícius de Moraes


Rodrigo M. Biondo

Anderson Quevedo - saxes alto e Soprano
Daniel Nogueira - saxes tenor e soprano
Filipe Nader - sax barítono
Amílcar Rodrigues - Trompete e Flugelhorn
Eber Miranda - trombone
Abid - Trombone baixo
Fábio Barros - voz
Vitor Cáffaro - piano
Gustavo Barros - guitarra
Vinicius Pereira - contrabaixo
Rodrigo Fuji - bateria
Bruno Prado – percussão

My space: http://www.myspace.com/projetocoisafina

Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em http://www.flickr.com/photos/guilhermec/