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sábado, 23 de maio de 2009

Samba da Vela - Virada Cultural - 16/05/09

“Acendeu a vela, o samba já vai começar...”.

Fundada no ano 2000, a comunidade Samba da Vela foi idealizada para preservar a cultura do samba, abrindo as portas para que novos compositores mostrem suas obras e para que as pessoas possam compartilhar da imortalidade do samba. E assim é. E assim foi.

Com uma apresentação descontraída, cheia de alegria e malandragem, e tendo como principais instrumentos as palmas da platéia, o Samba da Vela trouxe apenas canções surgidas na própria comunidade e desconhecidas pela maioria presente.

No entanto, isto não impediu que as pessoas se levantassem e sambassem em pleno Teatro Municipal, transformando-o em uma quadra de escola de samba.

Aliás, todos que lá estavam se perguntaram quem teve a “brilhante” idéia de apresentar o Samba da Vela no Teatro Municipal. Talvez, o mesmo “gênio” que levou o Cordel do Fogo Encantado para o Parque de Exposições, pulverizando a virada cultural em dois pólos muito distantes um do outro e tornando a virada cultural em um evento muito inferior à dimensão merecida.

Outra questão a se lamentar, foi ter presenciado o Daerp (vulgo Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) “regando”, por cerca de dez minutos, todo o asfalto da frente do Municipal.

Enfim, por questões de higiene, não podemos misturar samba com política!

Quanto à vela, o tempo corrido não deixou que ela se apagasse com as próprias forças. O tempo corrido apagou a vela contra a vontade dela (ta virando letra de samba!). Mas a certeza de que o samba continua muito vivo supera o tempo corrido.
Stéfano de Avellar

Mais informações: http://www.sambadavela.com.br/

Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/guilhermec/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Virada Cultural Paulista 2009 – Ribeirão Preto

Sabe aquela impressão: “- eu já vi esse filme”. A divulgação da programação da Virada Cultural Paulista nos proporcionou tal sensação. Mais uma vez a programação não impressiona, está novamente repleta de artistas que tem espaço garantido pela mídia, e não tem necessidade de um subsidio do governo para mostrar seu trabalho. A lacuna na programação continua lá. Nitidamente não houve evolução. Enfim, se pensarmos bem, não trata-se de um Deja Vu, acontece é que realmente já vimos essa cena, basta lermos o artigo publicado aqui no Notas sobre a edição anterior e notar que veremos mais do mesmo.

Porém nem tudo está perdido, há algumas apresentações que valem a pena serem conferidas, como o Tributo à Dalva de Oliveira, Samba da Vela, Cordel do Fogo Encantado, entre outras, dependendo do seu gosto. A programação completa poder ser conferida aqui. Então vamos aproveitar as partes boas da programação e tentaremos relatar aqui com pequenos posts.

Guilherme Carvalho

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Virada Cultural 2008

Ocorre todo ano em Paris a “Nuit Blanche” (Noite Branca). O evento pauta levar cultura de qualidade à população gratuitamente. A idéia é trazer enriquecimento cultural aos cidadãos independente de sua classe social mostrando além dos artistas o patrimônio da cidade como teatros, cinemas e museus.

Inspirada na Noite Branca de Paris, a Virada Cultural em São Paulo ocorre desde 2005, e expandiu-se para o interior. No último fim de semana presenciamos a 2ª Virada Cultural de Ribeirão Preto, que infelizmente distanciou-se de suas origens.

Primeiramente pelo nome, a virada cultural como sugerido pelo seu próprio título remete a um evento ininterrupto que por seu formato original deve durar 24 horas. O formato foi quebrado, tendo 6 horas de intervalo durante a madrugada. Uma pena, já que o topo de sua árvore genealógica tem o nome de Noite Branca, equivalente ao nosso termo “noite em claro”, pois o evento corre a madrugada. Aqui temos que dormir.

Além disso nos deparamos com alguns shows que não precisam do apoio cultural do governo, afinal já tem seu espaço na grande mídia. E assim deixando de mostrar outros shows que só temos a oportunidade de ver em ocasiões como essa. Como o de Rubinho Antunes, abrindo com chave ouro; Hurtmold, com seu experimentalismo; Farofa Carioca, com sua brasilidade; Verônica Ferriani, com sua linda voz; dentre outros.

Houve também uma falta de capacidade para o público em alguns eventos, principalmente os ocorridos no Teatro Municipal, que seus 500 lugares não abrigaram todos os que desejavam ver os show de Hurtmold, Quinteto em Branco e Preto (que eu particulamente fiquei de fora) e outros. Para se ter eventos no Teatro Municipal é necessário, no mínimo, que tenha um outro evento acontecendo simultaneamente para que o público que não conseguiu entrar não fique com mais horas ainda sem programação.

“Só pra garantir esse refrão eu vou enfiar um palavrão” disse em sua música a banda Ultraje a Rigor. É impossível ouvir esse verso e não começar a pensar a respeito da qualidade cultural do evento, a frase é absolutamente incompatível com a proposta. Se os organizadores buscavam público obtiveram sucesso, a polícia militar estimou a presença de 42.000 pessoas. Mas a busca por público não pode sobrepor a qualidade do evento. A prioridade é a cultura e não atrair a massa, a excessiva busca por público sucumbi a qualidade do evento.

A proposta de intercâmbio cultural também foi ferida. A banda Balacu apresentou-se em Araraquara, Dimi Zumquê em Franca. Infelizmente ficamos sem o intercâmbio e sem nossos artistas de Ribeirão Preto que com certeza se convidados fariam o possível para participar e divulgar o trabalho, que mesmo na cidade ainda precisam de espaço.

Claramente, há muito o que mudar para a próxima edição. Apesar, de todos as falhas, é indiscutivel a validade do evento. A idéia da proposta é brilhante, apenas precisamos nos aproximar dela. Virão outras edições, esperamos que os organizadores tenham refletido sobre o evento, e que o bom senso e a responsabilidade imperem. Caso isso aconteça, ao invés de dormir, sonharemos .E viva a 8a Feira do livro, que com a programação amplamente publicada, da um exemplo de organização mesmo antes de sua realização. Ficaremos de olho.

Rodrigo M. Biondo


segunda-feira, 12 de maio de 2008

Virada Cultural Paulista pela 2ª vez em Ribeirão.

Acontecerá nesse fim de semana, dias 17 e 18 de maio, a Virada Cultural Paulista. O evento que será realizado em 19 cidades simultaneamente, inclusive Ribeirão Preto, traz 24h de apresentações culturais.

Em Ribeirão, entre as principais atrações estão: Rubinho Antunes, trompetista de Sta. Rosa do Viterbo e que lançou recentemente seu primeiro cd "De Viterbo"; Quinteto em Branco e Preto, grupo de samba de São Paulo, apadrinhado por Beth Carvalho; Farofa Carioca, banda carioca que revelou Seu Jorge e Gabriel Moura; Verônica Ferriani, que começou ao lado de Chico Saraiva; OSESP e muito mais.

Confira abaixo a programação completa:

17/05

18h
Abertura Oficial
Local: Palco Principal

18h
Rubinho Antunes

O trompetista apresenta composições autorais marcadas pela combinação da brasilidade à influência jazzística, típica de seu instrumento. “De Vierbo”, seu último CD, é uma referência à cidade onde mora, Santa Rosa de Viterbo.
Local: Palco Arena


19h
Kiko Zambianchi

Nascido em Ribeirão Preto, o cantor e compositor Kiko Zambianchi começou a tocar guitarra na adolescência, e no final da década de 70 já se apresentava em festivais estudantis, peças de teatro e clubes pelo interior. Construiu sua carreira musical alcançando a consagração de sucessos como "Rolam as Pedras" e "Primeiros Erros (Chove)". Em 2000, foi presença marcante no sucesso do disco "Acústico MTV" da banda Capital Inicial . Atualmente está em estúdio preparando um novo trabalho com músicas inéditas que deve ser lançado em 2008.
Local: Palco Principal


20h
Urucungos, Puitás e Quijengues

O grupo irá apresentar em seu desfile vários batuques e personagens da cultura popular como: o maracatu, afoxés, bumba-meu-boi, samba de lenço rural paulista e cirandas.
Local: Alto do Morro São Bento

20h
Com: Cia. Dança Masculina Jair Moraes

Concepção: Jair Moraes
A Companhia hoje é formada por um grupo de 25 bailarinos com idade entre 8 e 25 anos, com direção do coreógrafo e primeiro bailarino do Balé Teatro Guaíra, Jair Moraes. Trata-se de um projeto de caráter social que busca novos talentos masculinos para a dança. A proposta é de um trabalho acelerado e diferenciado para o corpo masculino, fundamentando-se nas técnicas de dança clássica e contemporânea, com trabalhos coreográficos específicos para homens, suprindo um mercado com escassez de talentos.
(De 17/05 a 18/05 – Festival Dança Ribeirão – Mostra de dança com 30 coreografias de grupos do Estado de São Paulo nas seguintes modalidades: balé clássico, jazz, sapateado, contemporâneo, estilo livre, dança de rua e dança popular).
Local: Theatro Pedro II


21h
Hurtmold

Com base no rock, mas empilhando outras diversas referências (musicais ou não) o grupo se utiliza de inúmeros instrumentos resultando numa sonoridade de forte caráter orgânico, recheado de texturas, ora tensas ora delicadas, e sempre abertas a improvisações. “Jazz-rock” refinado.
Local: Teatro Municipal


22h
Gigantes de Ar
Com: Pia Fraus Teatro

Concepção e roteiro: Pia Fraus Teatro
Este espetáculo de rua, também encenado em outros espaços, é uma reunião de “sketches” inspirados nas populares apresentações de circo-teatro e nos animais de circo e seus amestradores, onde se reúnem palhaços, acrobatas, e bonecos infláveis gigantes em uma atmosfera de humor e poesia circense.
Local: Palco Arena


23h30
Ultraje a Rigor

Todos os sucessos do “Acústico MTV Ultraje à Rigor” estarão reunidos em um só show, mas não com as batidas mais calmas que cabem a este tipo de apresentação e sim com guitarras elétricas, privilegiando o bom e dançante rock‘n’roll. É exatamente isso que Roger (vocal), Sérgio Serra (guitarra), Mingau (baixo) e Bacalhau (bateria), que já estão na estrada há mais de 20 anos, trazem ao público em suas apresentações.
Local: Palco Principal


18/05

01h30
Quinteto em Branco e Preto

O grupo formado em 1997, na Zona Sul de São Paulo, pelos irmãos Maurílio e Magno, e o trio Everson, Victor e Yvison Pessoa, é um verdadeiro representante do samba de raiz. Já acompanharam artistas como Beth Carvalho, Carlinhos Vergueiro, Dona Ivone Lara, Monarco e Almir Guineto, entre outros.
Local: Teatro Municipal

03h30
Vanguart

O quinteto vem se firmando no circuito alternativo pelas capitais do país. O estilo pode ser definido como folk-rock. As letras, de tom melancólico/irônico e levemente surrealista, alternam inglês, português e até espanhol.
Local: Teatro Municipal


9h
Programação SESC
Loucos pela Liberdade

Quadros e vasos de cerâmica feitos por usuários do programa de saúde mental do Centro de Convivência do Hospital Santa Tereza e do CAPS II de Ribeirão Preto.
Local: SESC Ribeirão Preto

9h
Programação SESC
Dia D RPG Brasil

Encontro de RPG. Inscrições para mesas de RPG podem ser feitas, a partir de 20/04, no site www.diadrpg.com.br, tanto para mestres quanto para jogadores.
Local: SESC Ribeirão Preto

10h
Programação SESC
O Mundo das Imagens

Projeção do documentário Os Inumeráveis Estados do Ser (45'), seguido por debate. Coordenação de Gladys Schincariol, psicóloga, e o músico Eurípedes Júnior, ambos técnicos do Museu de Imagens do Inconsciente.
Local: SESC Ribeirão Preto

10h
Cidadão de Papel
Com: Os Satyros Educação

Texto e direção: Sérgio Roveri
Baseado na obra do jornalista Gilberto Dimenstein, o espetáculo busca transportar para o palco as questões abordadas no livro de forma direta e acessível para o público jovem. Os temas abordados no espetáculo, assim como no livro, compreendem aspectos amplos da vida em sociedade e da nossa realidade: política, educação, transporte, cidadania, hábitos e ética.
Local: Teatro Municipal

11h
Programação SESC
Bossa Nova com Piqueti

Boa música para beliscar e para apreciar sem pressa.
Local: SESC Ribeirão Preto


12h
Shuffle Trips

Fruto de um projeto social de Araraquara dirigido por Gilsamara Moura que, por meio da juventude, bate o pé, toca tambor e reafirma sua existência como cidadãos de uma maneira criativa e inovadora através do sapateado, ritmo e percussão.
Local: Teatro Municipal


13h
Cérebro Eletrônico

A banda, em seu álbum de estréia, com o título “Pareço Moderno”, satiriza e parodia a pretensa modernidade de canções contemporâneas, no mesmo estilo de artistas como André Abujamra e Maurício Pereira.
Local: Palco Arena

14h
Suzana Salles, Ivan Vilela e Lenine Santos

O trio revive músicas do interior do país. O tradicional e rico cancioneiro sertanejo é apresentado no show “Caipira”, que reúne a cantora Suzana Salles ao tenor Ivan Vilela e ao violeiro Lenine Santos.
Local: Teatro Municipal


15h
Programação SESC
Os Miseráveis de Victor Hugo

Essa clássica história da literatura francesa será contada aos domingos do mês de maio de uma forma um tanto diferente. Com Natália Lemes Araújo, atriz e pesquisadora em teatro, movimento e literatura.
Local: SESC Ribeirão Preto


15h
Farofa Carioca

O Farofa Carioca mistura os mais variados ingredientes sonoros para criar um prato musical que têm a cara do Brasil, o gosto pelo tempero e identidade peculiares. O cotidiano do Rio, a vida da cidade, suas riquezas e tristezas, sua malemolência e o inconfundível charme carioca, num som que não é requentado, nem mesmo limitado geograficamente. O cantor Seu Jorge foi o primeiro vocalista da banda.
Local: Palco Principal


16h
Verônica Ferriani

Começou a carreira com Chico Saraiva (Visa 2003). Como intérprete ganhou vida própria participando de importantes projetos e shows no eixo Rio-São Paulo, e atuando ao lado de nomes como Beth Carvalho, Ivan Lins, Moska, Tom Zé, Marcelo D2, entre outros
Local: Palco Arena

16h
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP

Regente: Maestro John Neschling
Fundada em 1954, alterou períodos de sucesso e de grande dificuldade. O grupo esteve por 24 anos sob o comando do maestro Eleazar de Carvalho, até sua morte em 1996. Desde 1997, sob direção do maestro John Neschling, passou por transformações que a colocaram como novo referencial de qualidade e excelência nos campos da Arte, da Cultura e da Educação.
Local: Theatro Pedro II


17h
Lobão

Encrenqueiro, falastrão e polêmico, Lobão apresenta seu novo show em formato acústico. Nesse formato, foram deixados para trás a percussão, os teclados e as cordas, dando mais peso e mais carga de rock 'n 'roll, restando apenas bateria, baixo e três violões. O som fica bem mais pesado, muito em parte pelo novíssimo e revolucionário sistema de processamento acústico que dá aos instrumentos de corda uma sonoridade vital e um volume de som nunca antes alcançado.
Local: Palco Principal