terça-feira, 3 de junho de 2008

8ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Acontece do dia 06 ao dia dia 15 de junho de 2008 a oitava Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. O evento traz, além de livros com preços melhores dos que os praticados normalmente, muitos eventos culturais, como salões de ideias, cafés filosóficos, cinema e muita música boa.

Acontecerão vários shows durante o dia, sendo geralmente dois shows no Palco da Esplanada, de um artista da região e um de fora. Dentre atrações estão: Luiz Melodia, Milton Nascimento e Jobim Trio, Demônios da Garoa, Fernanda Takai, Gabriel Grossi, Bateria da Escola Vai-Vai, dentre os de fora e os de Ribeirão: Dimi Zumquê, Balacu, Mario Feres e Vânia Lucas, Carlinhos Machado, e outros.

A Programação reduzida dos Eventos Musicais da Esplanada:

06/06 - 20h - Verônica Ferriani, 21h - Luiz Melodia
07/06 - 21h - Milton Nascimento e Jobim Trio
08/06 - 20h - Jorge Nascimento, 21h - Demônios da Garoa
09/06 - 20h - Dimi Zumquê, 21h - Fernanda Takai
10/06 - 20h - Balacu, 21h - Zeca Baleiro
11/06 - 20h - Gabriel Grossi, 21h - Arnaldo Antunes
12/06 - 20h - Rolando Boldrin, 21h - Carlinhos Machado e o Choro Brasileiro
13/06 - 20h - Mario Feres e Vânia Lucas, 21h - Guilherme Arantes
14/06 - 21h - Renato Texeira
15/06 - 19h - Bateria da Escola de Samba Vai-Vai

Confira a programação completa em: www.feiradolivroribeirao.com.br

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Virada Cultural 2008

Ocorre todo ano em Paris a “Nuit Blanche” (Noite Branca). O evento pauta levar cultura de qualidade à população gratuitamente. A idéia é trazer enriquecimento cultural aos cidadãos independente de sua classe social mostrando além dos artistas o patrimônio da cidade como teatros, cinemas e museus.

Inspirada na Noite Branca de Paris, a Virada Cultural em São Paulo ocorre desde 2005, e expandiu-se para o interior. No último fim de semana presenciamos a 2ª Virada Cultural de Ribeirão Preto, que infelizmente distanciou-se de suas origens.

Primeiramente pelo nome, a virada cultural como sugerido pelo seu próprio título remete a um evento ininterrupto que por seu formato original deve durar 24 horas. O formato foi quebrado, tendo 6 horas de intervalo durante a madrugada. Uma pena, já que o topo de sua árvore genealógica tem o nome de Noite Branca, equivalente ao nosso termo “noite em claro”, pois o evento corre a madrugada. Aqui temos que dormir.

Além disso nos deparamos com alguns shows que não precisam do apoio cultural do governo, afinal já tem seu espaço na grande mídia. E assim deixando de mostrar outros shows que só temos a oportunidade de ver em ocasiões como essa. Como o de Rubinho Antunes, abrindo com chave ouro; Hurtmold, com seu experimentalismo; Farofa Carioca, com sua brasilidade; Verônica Ferriani, com sua linda voz; dentre outros.

Houve também uma falta de capacidade para o público em alguns eventos, principalmente os ocorridos no Teatro Municipal, que seus 500 lugares não abrigaram todos os que desejavam ver os show de Hurtmold, Quinteto em Branco e Preto (que eu particulamente fiquei de fora) e outros. Para se ter eventos no Teatro Municipal é necessário, no mínimo, que tenha um outro evento acontecendo simultaneamente para que o público que não conseguiu entrar não fique com mais horas ainda sem programação.

“Só pra garantir esse refrão eu vou enfiar um palavrão” disse em sua música a banda Ultraje a Rigor. É impossível ouvir esse verso e não começar a pensar a respeito da qualidade cultural do evento, a frase é absolutamente incompatível com a proposta. Se os organizadores buscavam público obtiveram sucesso, a polícia militar estimou a presença de 42.000 pessoas. Mas a busca por público não pode sobrepor a qualidade do evento. A prioridade é a cultura e não atrair a massa, a excessiva busca por público sucumbi a qualidade do evento.

A proposta de intercâmbio cultural também foi ferida. A banda Balacu apresentou-se em Araraquara, Dimi Zumquê em Franca. Infelizmente ficamos sem o intercâmbio e sem nossos artistas de Ribeirão Preto que com certeza se convidados fariam o possível para participar e divulgar o trabalho, que mesmo na cidade ainda precisam de espaço.

Claramente, há muito o que mudar para a próxima edição. Apesar, de todos as falhas, é indiscutivel a validade do evento. A idéia da proposta é brilhante, apenas precisamos nos aproximar dela. Virão outras edições, esperamos que os organizadores tenham refletido sobre o evento, e que o bom senso e a responsabilidade imperem. Caso isso aconteça, ao invés de dormir, sonharemos .E viva a 8a Feira do livro, que com a programação amplamente publicada, da um exemplo de organização mesmo antes de sua realização. Ficaremos de olho.

Rodrigo M. Biondo


segunda-feira, 12 de maio de 2008

Virada Cultural Paulista pela 2ª vez em Ribeirão.

Acontecerá nesse fim de semana, dias 17 e 18 de maio, a Virada Cultural Paulista. O evento que será realizado em 19 cidades simultaneamente, inclusive Ribeirão Preto, traz 24h de apresentações culturais.

Em Ribeirão, entre as principais atrações estão: Rubinho Antunes, trompetista de Sta. Rosa do Viterbo e que lançou recentemente seu primeiro cd "De Viterbo"; Quinteto em Branco e Preto, grupo de samba de São Paulo, apadrinhado por Beth Carvalho; Farofa Carioca, banda carioca que revelou Seu Jorge e Gabriel Moura; Verônica Ferriani, que começou ao lado de Chico Saraiva; OSESP e muito mais.

Confira abaixo a programação completa:

17/05

18h
Abertura Oficial
Local: Palco Principal

18h
Rubinho Antunes

O trompetista apresenta composições autorais marcadas pela combinação da brasilidade à influência jazzística, típica de seu instrumento. “De Vierbo”, seu último CD, é uma referência à cidade onde mora, Santa Rosa de Viterbo.
Local: Palco Arena


19h
Kiko Zambianchi

Nascido em Ribeirão Preto, o cantor e compositor Kiko Zambianchi começou a tocar guitarra na adolescência, e no final da década de 70 já se apresentava em festivais estudantis, peças de teatro e clubes pelo interior. Construiu sua carreira musical alcançando a consagração de sucessos como "Rolam as Pedras" e "Primeiros Erros (Chove)". Em 2000, foi presença marcante no sucesso do disco "Acústico MTV" da banda Capital Inicial . Atualmente está em estúdio preparando um novo trabalho com músicas inéditas que deve ser lançado em 2008.
Local: Palco Principal


20h
Urucungos, Puitás e Quijengues

O grupo irá apresentar em seu desfile vários batuques e personagens da cultura popular como: o maracatu, afoxés, bumba-meu-boi, samba de lenço rural paulista e cirandas.
Local: Alto do Morro São Bento

20h
Com: Cia. Dança Masculina Jair Moraes

Concepção: Jair Moraes
A Companhia hoje é formada por um grupo de 25 bailarinos com idade entre 8 e 25 anos, com direção do coreógrafo e primeiro bailarino do Balé Teatro Guaíra, Jair Moraes. Trata-se de um projeto de caráter social que busca novos talentos masculinos para a dança. A proposta é de um trabalho acelerado e diferenciado para o corpo masculino, fundamentando-se nas técnicas de dança clássica e contemporânea, com trabalhos coreográficos específicos para homens, suprindo um mercado com escassez de talentos.
(De 17/05 a 18/05 – Festival Dança Ribeirão – Mostra de dança com 30 coreografias de grupos do Estado de São Paulo nas seguintes modalidades: balé clássico, jazz, sapateado, contemporâneo, estilo livre, dança de rua e dança popular).
Local: Theatro Pedro II


21h
Hurtmold

Com base no rock, mas empilhando outras diversas referências (musicais ou não) o grupo se utiliza de inúmeros instrumentos resultando numa sonoridade de forte caráter orgânico, recheado de texturas, ora tensas ora delicadas, e sempre abertas a improvisações. “Jazz-rock” refinado.
Local: Teatro Municipal


22h
Gigantes de Ar
Com: Pia Fraus Teatro

Concepção e roteiro: Pia Fraus Teatro
Este espetáculo de rua, também encenado em outros espaços, é uma reunião de “sketches” inspirados nas populares apresentações de circo-teatro e nos animais de circo e seus amestradores, onde se reúnem palhaços, acrobatas, e bonecos infláveis gigantes em uma atmosfera de humor e poesia circense.
Local: Palco Arena


23h30
Ultraje a Rigor

Todos os sucessos do “Acústico MTV Ultraje à Rigor” estarão reunidos em um só show, mas não com as batidas mais calmas que cabem a este tipo de apresentação e sim com guitarras elétricas, privilegiando o bom e dançante rock‘n’roll. É exatamente isso que Roger (vocal), Sérgio Serra (guitarra), Mingau (baixo) e Bacalhau (bateria), que já estão na estrada há mais de 20 anos, trazem ao público em suas apresentações.
Local: Palco Principal


18/05

01h30
Quinteto em Branco e Preto

O grupo formado em 1997, na Zona Sul de São Paulo, pelos irmãos Maurílio e Magno, e o trio Everson, Victor e Yvison Pessoa, é um verdadeiro representante do samba de raiz. Já acompanharam artistas como Beth Carvalho, Carlinhos Vergueiro, Dona Ivone Lara, Monarco e Almir Guineto, entre outros.
Local: Teatro Municipal

03h30
Vanguart

O quinteto vem se firmando no circuito alternativo pelas capitais do país. O estilo pode ser definido como folk-rock. As letras, de tom melancólico/irônico e levemente surrealista, alternam inglês, português e até espanhol.
Local: Teatro Municipal


9h
Programação SESC
Loucos pela Liberdade

Quadros e vasos de cerâmica feitos por usuários do programa de saúde mental do Centro de Convivência do Hospital Santa Tereza e do CAPS II de Ribeirão Preto.
Local: SESC Ribeirão Preto

9h
Programação SESC
Dia D RPG Brasil

Encontro de RPG. Inscrições para mesas de RPG podem ser feitas, a partir de 20/04, no site www.diadrpg.com.br, tanto para mestres quanto para jogadores.
Local: SESC Ribeirão Preto

10h
Programação SESC
O Mundo das Imagens

Projeção do documentário Os Inumeráveis Estados do Ser (45'), seguido por debate. Coordenação de Gladys Schincariol, psicóloga, e o músico Eurípedes Júnior, ambos técnicos do Museu de Imagens do Inconsciente.
Local: SESC Ribeirão Preto

10h
Cidadão de Papel
Com: Os Satyros Educação

Texto e direção: Sérgio Roveri
Baseado na obra do jornalista Gilberto Dimenstein, o espetáculo busca transportar para o palco as questões abordadas no livro de forma direta e acessível para o público jovem. Os temas abordados no espetáculo, assim como no livro, compreendem aspectos amplos da vida em sociedade e da nossa realidade: política, educação, transporte, cidadania, hábitos e ética.
Local: Teatro Municipal

11h
Programação SESC
Bossa Nova com Piqueti

Boa música para beliscar e para apreciar sem pressa.
Local: SESC Ribeirão Preto


12h
Shuffle Trips

Fruto de um projeto social de Araraquara dirigido por Gilsamara Moura que, por meio da juventude, bate o pé, toca tambor e reafirma sua existência como cidadãos de uma maneira criativa e inovadora através do sapateado, ritmo e percussão.
Local: Teatro Municipal


13h
Cérebro Eletrônico

A banda, em seu álbum de estréia, com o título “Pareço Moderno”, satiriza e parodia a pretensa modernidade de canções contemporâneas, no mesmo estilo de artistas como André Abujamra e Maurício Pereira.
Local: Palco Arena

14h
Suzana Salles, Ivan Vilela e Lenine Santos

O trio revive músicas do interior do país. O tradicional e rico cancioneiro sertanejo é apresentado no show “Caipira”, que reúne a cantora Suzana Salles ao tenor Ivan Vilela e ao violeiro Lenine Santos.
Local: Teatro Municipal


15h
Programação SESC
Os Miseráveis de Victor Hugo

Essa clássica história da literatura francesa será contada aos domingos do mês de maio de uma forma um tanto diferente. Com Natália Lemes Araújo, atriz e pesquisadora em teatro, movimento e literatura.
Local: SESC Ribeirão Preto


15h
Farofa Carioca

O Farofa Carioca mistura os mais variados ingredientes sonoros para criar um prato musical que têm a cara do Brasil, o gosto pelo tempero e identidade peculiares. O cotidiano do Rio, a vida da cidade, suas riquezas e tristezas, sua malemolência e o inconfundível charme carioca, num som que não é requentado, nem mesmo limitado geograficamente. O cantor Seu Jorge foi o primeiro vocalista da banda.
Local: Palco Principal


16h
Verônica Ferriani

Começou a carreira com Chico Saraiva (Visa 2003). Como intérprete ganhou vida própria participando de importantes projetos e shows no eixo Rio-São Paulo, e atuando ao lado de nomes como Beth Carvalho, Ivan Lins, Moska, Tom Zé, Marcelo D2, entre outros
Local: Palco Arena

16h
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP

Regente: Maestro John Neschling
Fundada em 1954, alterou períodos de sucesso e de grande dificuldade. O grupo esteve por 24 anos sob o comando do maestro Eleazar de Carvalho, até sua morte em 1996. Desde 1997, sob direção do maestro John Neschling, passou por transformações que a colocaram como novo referencial de qualidade e excelência nos campos da Arte, da Cultura e da Educação.
Local: Theatro Pedro II


17h
Lobão

Encrenqueiro, falastrão e polêmico, Lobão apresenta seu novo show em formato acústico. Nesse formato, foram deixados para trás a percussão, os teclados e as cordas, dando mais peso e mais carga de rock 'n 'roll, restando apenas bateria, baixo e três violões. O som fica bem mais pesado, muito em parte pelo novíssimo e revolucionário sistema de processamento acústico que dá aos instrumentos de corda uma sonoridade vital e um volume de som nunca antes alcançado.
Local: Palco Principal

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Banda Mantiqueira – 27/04/08 (Parque Curupira)

A junção das Bandas de Coretos do interior do Brasil com as Big Bands americanas mais o repertório de músicas brasileiras com arranjos habilmente concebidos é a receita que faz da Banda Mantiqueira uma das melhores bandas de música instrumental do mundo. A Banda que ganhou o prêmio Tim de Música de melhor grupo instrumental em 2006 e foi indicada duas vezes (1998 e 2006) ao Grammy Latino, lançou em 2005 o último CD, chamado "Terra Amantiquira".

Foi nos coretos do interior que a maioria dos músicos da Banda Mantiqueira fizeram suas primeiras apresentações ao vivo. Não fugindo a regra, Nailor Azevedo, mais conhecido como Proveta, começou com apenas 6 anos de idade tocando clarinete na banda de sua cidade natal, Leme-SP. Idealizador, arranjador, compositor, clarinetista e saxofonista da Banda, Proveta é referência para diversos instrumentistas e arranjadores do Brasil e do mundo. Além de Proveta a Banda Mantiqueira conta com diversos músicos de grande expressão, como Walmir Gil, François Lima, Vinicius Dorin entre outros. Particularmente no show em Ribeirão contamos com alguns músicos da nova geração, como Rubinho Antunes (de Sta. Rosa do Viterbo), substituindo brilhantemente membros que não puderam comparecer, mostrando que o futuro da música brasileira está assegurado.

E foi numa espécie de coreto no parque "Curupira", que a banda começou seu show, ainda de dia, ao som de "Preta-Porter De Tafetá" de João Bosco e Aldir Blanc. Seguiu com outros clássicos da música brasileira de diversos estilos como os Pot-pourri de Dorival Caymmi e de músicas nordestinas gravados no último CD além de um arranjo nunca registrado em CD de "Choro Ligeiro" de Pixinguinha. Sempre com belíssimos improvisos, inclusive um em que Proveta, após tentar dois microfones e encontrar problemas, pede pra banda abaixar o volume e improvisa totalmente acústico no centro do palco o mais perto possivel do público e sendo amplamente aplaudido ao fim. E logo depois da noite caida finalizaram, ao menos por um momento, com os mesmos João e Aldir, só que agora com a música "Linha de Passe". Mas após os aplausos e pedidos de "mais um", voltaram e fecharam com a música que fecha também o último CD, "Feminina" de Joyce.

E com esse show de virtuosismo e musicalidade, a Mantiqueira encerrou o evento "Grandes Bandas de Swing & Jazz Fusion" do Sesc com um gosto de "quero mais". O evento difundiu música rara e da melhor qualidade para todas as idades. Era comum ver alguns pais com os filhos ao lado passando a herança musical, que sobreviveu mesmo em tempos em que os grandes meios de comunicação estão atrelados à palavra "massificação". E é por isso que reforço o agradecimento do Proveta ao Sesc e, especialmente, ao Sérgio Lago (ex-diretor do Sesc), pela contribuição cultural dada por ele ao longo de sua jornada.

Guilherme Carvalho

Site de banda: http://www.bandamantiqueira.com.br/
Fotos por Guilherme Carvalho e João Henrique do Carmo, mais fotos em http://www.flickr.com/photos/guilhermec/

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Orquestra Imperial – 25/04/08 (Parque Dr. Luis Carlos Raya)

Inesquecível! Essa foi a sensação que todos tiveram após o grande SHOW da maior banda brasileira em atividade: Orquestra Imperial.

Rememorando os antigos bailes de carnaval do Rio de Janeiro, a Orquestra Imperial une alguns dos melhores músicos brasileiros, numa apresentação despojada e sem compromisso, a não ser levar ao público o que há de melhor na música brasileira.

Além de apresentear arranjos incríveis, que transitam, sem o menor pudor, da salsa (“Yarusha Djaruba”) à uma bossa-nova francesa (“Rue De Mes Souvenir”), do Mestre Wilson das Neves (que, infelizmente, não estava presente) e Stephane San Juan, a Orquestra ainda nos presenteou com Elton Medeiros e Zé Keti (“Mascarada”). Esta, elegantemente interpretada por Rodrigo Amarante.

Aliás, a variedade de intérpretes (Amarante, Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas, Max Sette e Rubinho Jacobina) combinada com a diversidade de gêneros musicais demonstra perfeitamente o cuidado da banda com os arranjos. Cada voz se encaixa perfeitamente a cada arranjo.

A concepção dos músicos é também algo impressionante. Não bastasse a virtuosidade dos metais, a experiência de Nelson Jacobina, a levada de Domenico e as loucuras eletrônicas de Berna Ceppas, a Orquestra Imperial conta com o suíngue 'sang bon' do percussionista francês Stephane San Juan. Além da França, Ribeirão Preto também foi muito bem representado por Mauro Zacarias no trombone.

Enfim, faltam palavras para expressar a beleza do show.

Bem, na verdade, a beleza do show se resume em poucas palavras: Nina Becker e Thalma de Freitas!

E viva a música brasileira!!!

Stéfano de Avellar





Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em http://www.flickr.com/photos/guilhermec/

domingo, 20 de abril de 2008

Projeto Coisa Fina – 18/04/08 (Auditório do SESC)

“Um dos Jedi da música, ao lado de Tom Jobim e Vila Lobos” disse o músico Ed Motta referindo-se ao Maestro Moacir Santos. Nascido em Vila Bela, no sertão de Pernambuco, o maestro é figura importante no cenário musical. Sua obra é reconhecida em âmbito internacional, rica, mas pautada numa simplicidade de beleza imensurável. Com seus geniais arranjos, o maestro faz com que em apenas uma canção, a platéia seja transportada do sertão de Pernambuco ao melhor do jazz de Nova Orleans, a exemplo: “Bluishman”. Sua música mais popular no Brasil é Nanã (Coisa no 5), sucesso nos anos 70, na voz de Wilson Simonal.

Moacir nos deixou em 2006, aos 80 anos, vítima de um derrame. Foi sepultado nos EUA onde viveu a maior parte de sua vida, deixando um legado inestimável. Pouco antes de morrer foi homenageado com o CD/DVD “Ouro Negro”, interpretado por uma banda com alguns dos maiores instrumentistas da música brasileira, reunidos por Mário Adnet. Registro indispensável para os admiradores da música e da arte.

E é com grande alegria que pude presenciar a justa homenagem do Projeto Coisa Fina que trouxe um show repleto de músicas do arranjador que, embora reconhecido internacionalmente, é conhecido por poucos no Brasil. Em geral, pessoas com grande interesse musical ou mesmo músicos. Mas não foi assim. Os ingressos se esgotaram e o show foi um espetáculo ímpar. Jovens músicos executando as “Coisas” (nome dado a grande parte das músicas de Moacir) com habilidade e ótima interpretação. E o projeto vai além, duas músicas de autoria dos próprios integrantes também fizeram parte do repertório, no melhor estilo e influência Moacirana.


Como se não bastasse, foram chamados ao palco, para o bis, músicos que tinham comparecido no workshop da banda ocorrido à tarde. Uma idéia brilhante que resultou numa “Coisa no 2” com novos valores. Que felicidade! Nada a colocar nada a tirar, é o que penso sobre um show que permanecerá por muito na memória. A benção Projeto Coisa Fina, tu que és coisa grande e não pequenina.

"A benção Maestro Moacir Santos, que não és um só, mas tantos."
-Samba da Benção, Vinícius de Moraes


Rodrigo M. Biondo

Anderson Quevedo - saxes alto e Soprano
Daniel Nogueira - saxes tenor e soprano
Filipe Nader - sax barítono
Amílcar Rodrigues - Trompete e Flugelhorn
Eber Miranda - trombone
Abid - Trombone baixo
Fábio Barros - voz
Vitor Cáffaro - piano
Gustavo Barros - guitarra
Vinicius Pereira - contrabaixo
Rodrigo Fuji - bateria
Bruno Prado – percussão

My space: http://www.myspace.com/projetocoisafina

Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em http://www.flickr.com/photos/guilhermec/