segunda-feira, 1 de junho de 2009

9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

É com grande prazer que o Notas anuncia mais uma Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Com uma programação de qualidade altíssima, os organizadores dão uma verdadeira aula para "Virada Cultural Paulista" de como se fazer um evento cultural e crião uma expectativa de uma feira ainda melhor que a do ano passado.
A programação completa pode ser conferida aqui.

Resumo da programação musical:

18/06 - 19h - Vania Lucas, Mário Féres e Tita Parra
21h - Paulinho da Viola

19/06 - 10h30 - Jorge Nascimento
18h - Jorge Vercillo
21h - OSRP

20/06 - 16h - José Miguel Wisnik
18h30 - Bia Mestrinér
18h30 - Noel Costa
20h - Grupo Nós
21h - Adriana Calcanhotto

21/06 - 16h - Mulheres de Hollanda
20h - Banda RP3
21h - Paula Toller

22/06 - 20h - Dedé Cruz
21h - Oswaldo Montenegro

23/06 - 20h - Bolão Zambianchi
21h - Luiz Melodia

24/06 - 18h30 - Fernando Perereca e Teco
20h - Zé da Conceição
21h - João Bosco

25/06 - 20h - Versão Brasileira MPB
21h - Toquinho e MPB4

26/06 - 18h30 - Mariana Mestrinér
20h - Paulinho Brasília
21h - Vanessa da Mata

27/06 - 16h - Ná Ozzetti
20h - Sobrado 112
21h - Maria Rita

28/06 - 18h - Motormama
19h - Lenine

Site oficial: www.feiradolivroribeirao.com.br

sábado, 23 de maio de 2009

Samba da Vela - Virada Cultural - 16/05/09

“Acendeu a vela, o samba já vai começar...”.

Fundada no ano 2000, a comunidade Samba da Vela foi idealizada para preservar a cultura do samba, abrindo as portas para que novos compositores mostrem suas obras e para que as pessoas possam compartilhar da imortalidade do samba. E assim é. E assim foi.

Com uma apresentação descontraída, cheia de alegria e malandragem, e tendo como principais instrumentos as palmas da platéia, o Samba da Vela trouxe apenas canções surgidas na própria comunidade e desconhecidas pela maioria presente.

No entanto, isto não impediu que as pessoas se levantassem e sambassem em pleno Teatro Municipal, transformando-o em uma quadra de escola de samba.

Aliás, todos que lá estavam se perguntaram quem teve a “brilhante” idéia de apresentar o Samba da Vela no Teatro Municipal. Talvez, o mesmo “gênio” que levou o Cordel do Fogo Encantado para o Parque de Exposições, pulverizando a virada cultural em dois pólos muito distantes um do outro e tornando a virada cultural em um evento muito inferior à dimensão merecida.

Outra questão a se lamentar, foi ter presenciado o Daerp (vulgo Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) “regando”, por cerca de dez minutos, todo o asfalto da frente do Municipal.

Enfim, por questões de higiene, não podemos misturar samba com política!

Quanto à vela, o tempo corrido não deixou que ela se apagasse com as próprias forças. O tempo corrido apagou a vela contra a vontade dela (ta virando letra de samba!). Mas a certeza de que o samba continua muito vivo supera o tempo corrido.
Stéfano de Avellar

Mais informações: http://www.sambadavela.com.br/

Fotos por Guilherme Carvalho, mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/guilhermec/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Virada Cultural Paulista 2009 – Ribeirão Preto

Sabe aquela impressão: “- eu já vi esse filme”. A divulgação da programação da Virada Cultural Paulista nos proporcionou tal sensação. Mais uma vez a programação não impressiona, está novamente repleta de artistas que tem espaço garantido pela mídia, e não tem necessidade de um subsidio do governo para mostrar seu trabalho. A lacuna na programação continua lá. Nitidamente não houve evolução. Enfim, se pensarmos bem, não trata-se de um Deja Vu, acontece é que realmente já vimos essa cena, basta lermos o artigo publicado aqui no Notas sobre a edição anterior e notar que veremos mais do mesmo.

Porém nem tudo está perdido, há algumas apresentações que valem a pena serem conferidas, como o Tributo à Dalva de Oliveira, Samba da Vela, Cordel do Fogo Encantado, entre outras, dependendo do seu gosto. A programação completa poder ser conferida aqui. Então vamos aproveitar as partes boas da programação e tentaremos relatar aqui com pequenos posts.

Guilherme Carvalho

Marina De La Riva - São Carlos - 06/05/09


Ocorreu no SESC São Carlos na última quarta-feira (06/05) o show da cantora Marina de la Riva, promovido pelo interessante Projeto Contribuinte da Cultura (FAI-UFSCar) em comemoração aos seus 10 anos, o projeto é responsável por grande parte dos eventos culturais ocorridos na cidade.

Marina de la Riva apesar de brasileira considera-se “meio brasileira e meio cubana”. De pai cubano, refugiado do regime ditatorial na época em ascensão de Fidel Castro, e mãe brasileira, Marina sofreu influência direta dessas riquezas culturais. Seu pai Fernando tocava violão, e colocou Marina em contato com a tradição musical da ilha caribenha. Sua mãe tocava piano, ouvia-se em casa boleros e sambas-canções, ópera e bossa-nova. Apesar de tudo, a decisão pela música veio um pouco mais tarde, De la Riva chegou até a se formar em direito. Em 2004, viajou até Cuba para gravar seu disco de estréia. Era a primeira vez que a cantora visitava a terra de seu pai e de seu avô. Gravou um repertório de clássicos cubanos, acompanhada por músicos locais. De volta ao Brasil, Marina gravou sambas e marchas do início do século passado. O cd saiu em 2007 e foi muito bem aceito pelo crítica.

Começa o show. Central Constancia. A iluminação contornava os gestos e a presença desta cantora tão verdadeira, feminina e natural. Um sonho. A realidade só veio ao cair um cowbell que escorregou de sua mão, poucos segundos de Terra num show que foi só Céu. Exagero? O Teatro estava lotado, todos cantaram e se emocionaram com a presença de palco, a voz e a interpretação da cantora. Intimista, o show foi tecido pelo primeiro cd inteiro e algumas músicas além. De Dona Ivone Lara (“Sonho Meu”) e Maysa (“Meu Mundo Caiu”) até Ernesto Lecuona (“Mariposa”) e Chano Pozo (“Tin Tin deo”). Marina fez a platéia sentir uma proximidade entre Rio de Janeiro e Cuba, era como se avistássemos do Rio as ilhas Cubanas. Uma fronteira musicalmente possível.

A banda, que correspondeu a altura, foi composta por: Fábio Sá(baixo), Jorge Ceruto(trompete), Felipe Maia(Teclados e Acordeon), Pedro Bandera(percussão), Ricardo Valverde(Percussão) e Daniel Oliva (guitarra).

"O artista é nulo se não tem o coração em contraponto." Só frases assim poderiam entremear músicas tão belas e delicadas, e assim De la Riva fazia, mesmo que no improviso. Quem assistiu, se inteiro, as carregou como marca indelével em si mesmo. Recomendo a todos que escutem o cd, e se ao alcance, corram ao show. Cuba é logo ali, do lado do Rio.

Rodrigo M. Biondo